Quem é a parte reclamada e quem é o reclamante no processo trabalhista?

Quem é a parte reclamada e quem é o reclamante no processo trabalhista

Na Justiça do Trabalho, o reclamante é quem inicia a ação (quem processa), geralmente o trabalhador buscando direitos, e reclamado é a parte contra quem a ação é movida (quem é processado), normalmente o empregador. 

A seguir, explicamos de forma clara e prática o que cada um desses termos significa e apresentamos exemplos simples para que você consiga identificar essas partes em qualquer processo trabalhista.

Quem é o reclamante?

O reclamante é a pessoa que entra com a ação trabalhista. É ele quem afirma ter algum direito que não foi cumprido durante o contrato de trabalho ou após a rescisão.

Em geral, o reclamante pode ser:

  • um trabalhador que busca verbas rescisórias;
  • alguém que não recebeu horas extras ou férias corretamente;
  • um ex-empregado solicitando reconhecimento de vínculo;
  • um funcionário que sofreu danos morais ou não teve direitos básicos respeitados.

Ou seja, o Reclamante é sempre quem está reclamando, ou melhor, reivindicando seus direitos na Justiça do Trabalho.

Quem é o reclamado?

Já o Reclamado é a outra parte do processo, aquela que está sendo acionada judicialmente. Normalmente, trata-se da empresa onde o trabalhador prestou serviços, mas pode incluir também:

  • sócios da empresa;
  • tomadores de serviço;
  • empregadores domésticos;
  • empresas integrantes de grupo econômico.

O Reclamado é quem deverá se defender das acusações apresentadas pelo Reclamante. Em outras palavras, é a parte que precisa responder na Justiça sobre as condições de trabalho, pagamentos, direitos e obrigações trabalhistas.

Exemplos

Para deixar mais claro, veja alguns exemplos simples e práticos:

Exemplo 1 — Verbas rescisórias não pagas

Maria trabalhou por três anos em uma loja e, ao ser demitida, não recebeu suas verbas rescisórias. Ela entra com um processo trabalhista.

  • Reclamante: Maria
  • Reclamado: a loja (empresa empregadora)

Exemplo 2 — Reconhecimento de vínculo

João trabalhou por dois anos como vendedor autônomo, mas cumpria horários e metas como qualquer empregado. Ele entra com a ação pedindo reconhecimento de vínculo.

  • Reclamante: João
  • Reclamado: a empresa que contratava seus serviços

Exemplo 3 — Acidente de trabalho

Carlos sofreu um acidente durante o expediente e não recebeu assistência adequada. Ele processa a empresa buscando indenização.

  • Reclamante: Carlos
  • Reclamado: a empresa onde o acidente ocorreu

Exemplo 4 — Empregador doméstico

Ana trabalhou como cuidadora na casa do Sr. Roberto, que não pagou o FGTS. Ela decide recorrer à Justiça.

  • Reclamante: Ana
  • Reclamado: Sr. Roberto (empregador doméstico)

Esses exemplos mostram que, independentemente do tipo de relação de trabalho, a lógica é a mesma: 

Quem pede seus direitos reclamante

Quem responde ao pedido reclamado.

Conclusão

No processo trabalhista, entender quem é o reclamante e quem é o reclamado é essencial para acompanhar o andamento da ação e compreender cada etapa. 
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