13 tendências jurídicas para 2026

Conheça 13 tendências jurídicas para 2026

Em 2026, escritórios de advocacia, departamentos jurídicos e profissionais do setor precisarão ir além do domínio técnico tradicional, incorporando inovação, análise de dados e foco na experiência do cliente para se manterem competitivos.

A seguir, reunimos 13 tendências jurídicas para 2026 que devem impactar diretamente a forma de exercer a advocacia, gerir riscos e entregar valor em um ambiente cada vez mais digital e dinâmico.

13 tendências jurídicas para 2026

Uso de dados

A tomada de decisão jurídica será cada vez mais orientada por dados. O conceito de Big Data refere-se ao uso de grandes volumes de dados, estruturados ou não, para análises e apoio à tomada de decisão. No Direito, essa prática já vem sendo adotada, mas tende a se intensificar significativamente em 2026.

Com o avanço de softwares especializados, aplicativos jurídicos e assistentes virtuais, as operações passam a apresentar maior assertividade, especialmente em atividades como revisão de decisões judiciais, detecção de fraudes, automação de contratos e análise de jurisprudência, ampliando a previsibilidade e a eficiência do trabalho jurídico.

Jurimetria

A jurimetria representa a união entre o Direito e a análise estatística.  A partir da coleta e interpretação de grandes volumes de dados processuais, essa metodologia permite identificar padrões decisórios, estimar probabilidades de êxito e apoiar a gestão de riscos de forma estratégica.

Em 2026, a jurimetria tende a ganhar ainda mais protagonismo com o avanço das tecnologias de análise de dados, tornando-se uma aliada fundamental na definição de estratégias processuais, avaliação de precedentes e na compreensão do comportamento de tribunais e magistrados.

Uso de IA

A inteligência artificial continuará transformando a rotina dos escritórios e departamentos jurídicos, automatizando tarefas repetitivas e ampliando a capacidade analítica dos profissionais. Entre as aplicações que devem se consolidar, destacam-se:

  • Pesquisa e análise jurídica preditiva;
  • Automação robótica de processos (RPA);
  • Due diligence e revisão de contratos;
  • Digitalização e organização de processos e documentos;
  • Chatbots e assistentes virtuais jurídicos, como o lançamento do Chat JT e o Sistema Athos;
  • Consolidação do Direito da Inteligência Artificial.


Documentos eletrônicos

A digitalização de documentos e processos jurídicos deixa de ser somente uma opção operacional e se consolida como um pilar da eficiência. Petições, contratos, procurações e registros eletrônicos permitem maior agilidade, organização e rastreabilidade das informações.

Em 2026, a gestão eletrônica de documentos tende a evoluir com sistemas integrados, assinaturas digitais mais seguras e fluxos automatizados, reduzindo custos, minimizando erros e fortalecendo a segurança da informação.

LGPD

A proteção de dados pessoais continuará no centro das atenções. No próximo ano, a conformidade com a LGPD será ainda mais exigida, tanto do ponto de vista regulatório quanto reputacional, demandando políticas robustas de governança de dados.

Compliance digital

O compliance passa a incorporar de forma definitiva os riscos digitais, incluindo segurança da informação, uso ético da IA, proteção de dados e integridade em ambientes digitais. O jurídico assume um papel cada vez mais estratégico na prevenção de riscos e na sustentabilidade das organizações.

Direito ambiental

As demandas relacionadas ao meio ambiente, ESG (Ambiental, Social e Governança) e sustentabilidade ganham força, impulsionadas por maior rigor regulatório, pressão social, compromissos corporativos e aumento da judicialização sobre temas ambientais.

Plataformas de Resolução de Conflitos Online (ODR)

As Plataformas de Resolução de Conflitos Online (ODR) ampliam o acesso à Justiça ao oferecer soluções mais rápidas, econômicas e eficientes para disputas que dispensam a presença física das partes, como conflitos de consumo e cobranças.

Verifact

O Judiciário adota um posicionamento cada vez mais rigoroso em relação ao uso de prints da internet como prova.

Nesse contexto, a Verifact se destaca como uma ferramenta online de coleta técnica de provas digitais, com validade jurídica e aceitação em todas as instâncias. Mais moderna e acessível que a ata notarial, a solução vem sendo amplamente utilizada por advogados, empresas, órgãos públicos e pessoas físicas, em diversas áreas do Direito.

O Legal Design é uma abordagem que integra Direito, design e tecnologia para tornar documentos e soluções jurídicas mais claras, acessíveis e eficientes, por exemplo:

  • Contratos simplificados com resumos visuais;
  • Fluxogramas para políticas de compliance;
  • Uso de linhas do tempo e quadros comparativos em petições e peças processuais;
  • Criação de avisos de privacidade e termos de consentimento com linguagem simples.

Inspirado no Design Thinking, busca melhorar a experiência do usuário e a compreensão das informações jurídicas.

A experiência do cliente ganha centralidade na advocacia. Dessa forma, linguagem simples, canais digitais, automação de atendimentos e soluções acessíveis ampliam o acesso ao Direito e fortalecem o relacionamento entre advogados e clientes.

Direito da IA

O avanço acelerado da inteligência artificial impulsiona a consolidação do Direito da IA como um dos campos mais relevantes do debate jurídico contemporâneo.

Temas como responsabilidade civil por decisões automatizadas, vieses algorítmicos, explicabilidade dos sistemas, proteção de dados, propriedade intelectual e uso ético da IA devem ganhar ainda mais destaque em 2026. 

Além disso, o fortalecimento de normas nacionais e internacionais exigirá dos profissionais do Direito uma atuação preventiva e estratégica, capaz de equilibrar inovação, segurança jurídica e proteção de direitos fundamentais.

Conclusão

As tendências jurídicas para 2026 evidenciam um cenário em que tecnologia, dados e inovação deixam de ser diferenciais e passam a integrar a prática jurídica cotidiana. Assim, a advocacia caminha para um modelo mais estratégico, digital e centrado no cliente, exigindo dos profissionais atualização constante, visão multidisciplinar e adaptação às novas demandas regulatórias e de mercado.

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